No dia em que recebeu visita, uma das crianças disse que não tinha nem café em casa. Naquele mesmo dia, Seu Moacir voltou da pescaria feliz — tinha conseguido alguns peixes para o jantar.
Quem foi visitar a família de Seu Moacir num determinado dia ouviu de uma das crianças uma frase simples, dita sem drama: "Não tem café em casa." Os vizinhos também não tinham como ajudar naquele momento.
Nesse mesmo dia, Seu Moacir voltou do rio satisfeito. Tinha conseguido alguns peixes e camarões pequenos. Era pouco — mas era o jantar.
Seu Moacir tem 53 anos, é pescador e pai de cinco filhos em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Quando o peixe não aparece, ele aceita qualquer trabalho que surgir: pintura, limpeza de terreno, serviços de pedreiro. O problema é que ele tem alergia ao cimento.
Mesmo assim, ele continua. "É melhor sentir dor do que ver os filhos sem ter o que comer", ele diz.
Enquanto ele está no trabalho, Dona Maria cuida dos filhos e leva as crianças a pé para a escola todos os dias — com a distância e o sol do Nordeste pela frente. A rotina da família é feita de pequenas resistências diárias que, somadas, representam uma luta enorme.
Mas agora eles enfrentam algo que vai além do dia a dia. A casa onde vivem é cedida — e o proprietário decidiu colocá-la à venda. A qualquer momento, a família pode receber uma notificação e não ter para onde ir.
Seu Moacir nunca pediu facilidade. Trabalhou a vida toda com o que tinha — o rio, as mãos, o corpo. Quando o corpo reclamou, ele continuou mesmo assim. Cinco filhos dependem dele, e ele sabe disso.
O que ele precisa agora não é de favor. É de um ponto de chegada. Um lugar simples, que seja dele e da família, onde os filhos possam crescer sem o medo de acordar um dia e não ter mais onde morar.
Essa vaquinha foi criada para construir essa casa. Uma moradia simples, de alvenaria, segura — que pertença à família. Dona Maria não vai precisar mais se preocupar com o proprietário. Seus Moacir vai poder trabalhar sabendo que, quando voltar do rio, os filhos têm um lar certo.
Uma doação de qualquer valor — R$ 20, R$ 50, R$ 100 — somada à de centenas de pessoas é o que ergue essa casa. E se hoje não der para doar, compartilhe. A história certa, chegando à pessoa certa, pode ser o que falta.
Imagine Seu Moacir abrindo a porta da própria casa pela primeira vez. Os filhos crescendo num lugar deles. Dona Maria sem precisar temer que aquele lar um dia seja vendido. Esse dia é possível. E começa aqui.
Sua doação vai diretamente para a construção da casa do Seu Moacir e da família,
acompanhada de prestação de contas transparente e atualizada mensalmente.